ENTRE O SONO E O SONHO
Quando morremos deixamos para trás tudo
As nossas coisas deixam de ser nossas
O que tinha de mais valor para nós
Deixa de ter para os outros
A nossa roupa, os sapatos, os perfumes
Os nossos móveis, a nossa cama
Os bibelôs que tanto amávamos
As cortinas, os livros
Os objectos pessoais que gostávamos
Tudo se transformará em pó ou lixo
Seremos esquecidos com o tempo
Nós não somos nada em muitos casos
Nem uma memória, nem lembranças em alguém
Viemos sós e voltaremos da mesma forma
Nascemos nus e partiremos sem levar nada
A vida é curta para não se aproveitar o máximo
Ela dá-nos tanta coisa
Não se aborreça com motivos inúteis
Viver é um dom o qual recebemos de graça
Temos que estar gratos todos os dias.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca