Os Mortos
Os mortos caminham comigo
todas as noites nos meus sonhos
entre a escuridão que me assombra
onde negra é a minha solidão.
Sombrio presságio num último fôlego
que a carne queima nas trevas
em fogo vivo do inferno
nas cinzas que se perdem na chuva.
São as almas que gritam de dor,
no castigo prematuro do chicote,
que vai rasgando a carne do corpo,
nos mortos que pedem perdão.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Livro: Silêncio Mortal


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