"A História do Velho Cavalo e o Seu Dono"
Numa pequena aldeia do interior, chamada de Babe,
no Norte de Portugal, perto de Bragança.
Vivia um velho homem conhecido como o Zé do Campo.
Ao seu lado, estava sempre o seu companheiro de longa data,
um cavalo chamado Vapor.
Durante anos, o Vapor foi a força que movia a vida do velho Zé do Campo.
Juntos, durante esses anos, araram terras, cruzaram riachos
e enfrentaram tempestades e o Sol abrasador dos verões.
Mas, com o tempo, o Vapor já não corria como antes.
Os seus passos eram lentos, e os ossos pesados.
Muitos diziam ao Zé do Campo que estava na hora,
de se desfazer do seu velho cavalo.
Mas o homem sempre respondia com um sorriso:
“Este cavalo deu-me os melhores anos da vida dele.
Agora é a minha vez de cuidar dele.”
Zé construiu um pequeno estábulo mesmo ao lado da sua casa,
alimentava o Vapor com as mãos
e passava longas tardes sentado ao seu lado,
relembrando os dias passados.
O cavalo, mesmo já sem forças,
balançava a cabeça como se entendesse cada palavra.
Um dia, ao amanhecer, o Vapor não se levantou mais.
Estava sereno, deitado como quem dormia.
Zé sentou-se ao seu lado e chorou em silêncio,
como se tivesse perdido um pedaço de si.
Enterrou o Vapor ao lado de uma árvore, no alto do monte,
onde o cavalo gostava de pastar quando era jovem.
Todas as manhãs, o velho Zé do Campo subia até lá, não por tristeza,
mas por gratidão, sentia saudades do seu velho amigo e companheiro.
E assim, a história do velho cavalo e do seu dono,
ficou na memória viva entre os moradores
da pequena aldeia de Babe, como uma lição sobre a amizade,
a lealdade e o valor de honrar todos aqueles que caminharam connosco até o fim.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca



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